Bode em hebraico é o chefe dos rebanhos. Macho da cabra. Possui grandes cornos. Dotado de pelos compridos abaixo…
Bode em hebraico é o chefe dos rebanhos. Macho da cabra. Possui grandes cornos. Dotado de pelos compridos abaixo do queixo e cheiro característico. No Brasil costumam serem chamados os mulatos e os mestiços. Pessoa muito feia. Caixinha envernizada para guardar dinheiro, matula, farnel. No sentido figurado bode pode ser também um “homem feito”. Nome popular aplicado às figuras do baralho, especialmente os valetes. Bode foi o nome de uma antiga moeda. Estar “de bode” é estar zangado, contrariado.
Vejamos mais algumas referências a este útil e inofensivo animal, que poderia como o “Cordeiro de Deus” ser chamado: “O Bode de Deus”, foi tachado pelos ignorantes como um símbolo do mal:
Nos textos bíblicos, bodes sãos os pastores chefes de Israel. Bodes sãos os ricos, os grandes, os evoluídos e os adivinhos que tiveram visões mentirosas (Zac 10, 2-4).
Bode expiatório é aquele que paga pelos erros dos outros. Entre os judeus era costume na “Festa do Grande Perdão”, ou “Yom Kipur”, realizada no mês de setembro. Tomavam-se dois bodes: um puro e outro impuro. O puro era morto e comiam a sua carne sem quebrar sequer um dos seus ossos, especado em seus bordões como fizeram durante o êxodo. O impuro recebia a confissão auricular dos erros do povo. Depois que todos tivessem “confessado” os pecados do ano ao ouvido do pobre animal, o bode, símbolo do pecado do povo, era expulso e enxotado, onde, ou morreria de fome e sede perambulando pelo deserto, ou sobreviver e conquistar a liberdade. Daí o termo: “bode expiatório”. Jesus foi o maior “Bode Expiatório” da humanidade, pois morreu por nossos pecados.
Bode é aquela pessoa que está espiritualmente evoluída. Bode é chamado o nipônico, por que possui alguns avatares de evolução mais que as outras raças. Isso prova que o vento da sabedoria sempre sopra do oriente para o ocidente, e assim será até o final dos tempos.
Bode é aquele que sabe e deve guardar segredo, tratamento ao qual não fica isento o Padre, o Pastor, Diácono, Ancião, e todos os confessores dos pecados do povo que deve guardar por honra, os segredos da confissão.
No infante Cristianismo, para a perpétua desgraça desse pobre animal, os chifres que sempre foram símbolos de força, de poder, de virilidade, de comando, de decisão, foram transferidos para o diabo. E o pior: em nossos dias passou a simbolizar traição, pois, passou a ser símbolo do cônjuge traído.- See more at: http://jblouro.com/artigo/o-bode#sthash.o3o1EisY.dpuf