O QUE FOI O REGIME MILITAR?

Cinquenta anos depois do golpe militar que durou de 1.º de abril de 1964 a 15 de março de 1985, período caracterizado pela falta de democracia, supressão dos direitos constitucionais, censura, perseguição política, repressão, exílio político e até tortura aos que eram contra o regime, a ditadura militar ainda incomoda o país. Muitos pensam que do jeito em que está se transformando a nação ela deveria voltar. Outros acham que é um retrocesso na história e que o regime militar foi um fato lamentável que deve ser esquecido. Mas ninguém vive sem história, pois ela faz parte de nossas vidas e da vida da humanidade.

Na leitura desse meu humilde trabalho, sem ranço político, sem interesse de defender ou culpar esse ou aquele lado tento esclarecer à juventude que não viveu essa fase um tanto nebulosa da história brasileira o que foi e como foi essa fase da nossa história.

Boa ou ruim? Espero que façam suas próprias conclusões.

Eu só posso dizer com muita certeza e fico muito à vontade para isso, pois vivi essa fase. Quem era “sangue bom” como vocês jovens mesmo dizem que não pegou em armas para lutar e armar guerra intestina entre irmãos, quem não era da esquerda alinhada com Cuba e Rússia, esta última envolvida na chamada “Guerra Fria” contra os Estados Unidos pela supremacia mundial nada teve ou tem a reclamar contra o regime militar. De se lembrar de que não só no Brasil, mas também na Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia e Peru, esse movimento de luta armada também ocorriam. Entretanto, uma força maior orquestrava a defesa contra a implantação do regime democrático bolivariano nas Américas: Os Estados Unidos com a imposição da CIA.

Negar que houve torturas, perseguições e censura é uma temeridade, pois até na ordem de prisão, a tortura, está presente – a psicológica. Num interrogatório, a tortura está presente do começo ao fim. Na supressão da liberdade a tortura já está presente de uma forma ou de outra no momento da prisão. Os abusos e exageros foram investigados e relatados de forma clara pela Comissão Nacional da Verdade encerrada à pouco tempo.

Eu me lembro com saudade do regime militar, não por que foi um bom regime, mas por que o passado nos traz nostalgia e também por que não tive nele nenhum desconforto. No regime militar as pessoas podiam viver em segurança, trabalhar e progredir na vida. Ninguém foi preso e interrogado por estar trabalhando honestamente, orando nas igrejas, empinando pipa, jogando bolinhas de gude. Quem foi preso e interrogado defendia a luta armada, a baderna, a violência o desrespeito às instituições livres e insuflando as lutas de classes, um tanto parecidos com as “bandeiras vermelhas” que usam como símbolo das lutas dos movimentos sociais de nossos dias. Promovem toda sorte de desordens, invasões de propriedades e órgãos públicos, tudo em nome do que chamam de “democracia” – a democracia do regime bolivariano de Cuba, Venezuela, Bolívia, etc. que não é a nossa democracia pura e verdadeira.

No regime militar a família era valorizada, as moças eram convidadas para a congregação das “Filhas de Maria” da Igreja, todas de branco, símbolo da pureza e da castidade. A valorização da virgindade feminina, os bons costumes, a ética e a moral. As boas palmadas dos pais. Os jovens estudavam e trabalhavam. O Hino Nacional cantado todos os dias antes do início das aulas nas escolas. Não existiam greves de professores ou de classes sociais dos trabalhadores. Não havia transporte escolar e nem por isso as escolas fechavam por evasão de alunos. Não havia protestos de rua ou invasões de propriedades. A família era composta pelo pai, pela mãe e pelos filhos como Deus preceituou.

Era costume colocar as cadeiras para fora das casas a noite e ficar conversando até altas horas com os vizinhos que faziam o mesmo do outro lado da rua, enquanto as crianças as moças e os rapazes brincavam de roda, de passar o anel, ou ouviam os mais velhos contar estórias, sem medo de balas perdidas, assaltantes e viciados em drogas.

O cidadão era tratado com respeito, valorizado, e podia sonhar. Não existiam sequestros, tantos assassinatos, tanta ladroeira, tanta corrupção. Falou-se no ladrão “Pé-de-Veludo” e no “Bandido da Luz Vermelha” assunto corrente na revista “Manchete” circulante na época, este último preso por trinta anos e morto no Paraná dias depois de cumprir a pena. Os bandidos perigosos daquela época, hoje não passariam de “trombadinhas”.

Eu me lembro de que numa cidade de pequeno a médio porte do interior, os policiais civis e militares em numero nunca superior a dez elementos, depois de permanecer por alguns anos numa cidade eram obrigados a ser remanejados por que tinham se tornado amigo e compadre de grande parte da população e ficava difícil resolver algumas rixas de divisas, de animais criados soltos, ou alguns mexericos.

Eu me lembro de que alguns ex- Presidentes da República do regime militar morreram em dificuldades financeiras vivendo o final de suas vidas com o soldo de suas patentes. Um deles teve que vender um sítio, antiga propriedade da família para não morrer à mingua.

Eu me lembro do dia 24 de agosto de 1958, por volta das 11h, quando eu estava fazendo o curso de datilografia o dono da escola entrou no recinto pálido e assustado e apressadamente disse: “Vamos fechar a escola, pois o nosso presidente Getúlio Vargas está morto”, “O Repórter Esso anunciou em edição extraordinária”.

Foi um dia triste na cidade de Getulina, nome derivado de Getúlio, onde vivi quatorze anos de minha juventude aquele triste 24 de agosto, pois todos nós amávamos e respeitávamos esse grande estadista. Deixei a escola e fui para casa com vontade de chorar.

Faltam com a verdade, para não dizer “mentem”, os que hoje batem no peito e dizem que sofreram no regime militar por lutar pela democracia contra o regime opressor da época. A verdade é que lutavam pelo regime bolivariano de Fidel Castro, Che Guevara e de outros ditadores europeus que tentavam expandir os tentáculos desse regime pela América do Sul.

A famigerada democracia bolivariana de: Fidel Castro, Evo Morales, Hugo Chaves, Nicolás Maduro, com a qual é inegável o link entre Lula e Dilma Rousseff, para a felicidade dos povos americanos e do mundo, estão nos seus últimos dias, pois, no mundo não há mais espaço para esse regime.

O mito Lula, o sindicalista combativo, o homem que havia se transformado na esperança do povo brasileiro, o Presidente da República que se transformou em lobista de grandes empreiteiras está tendo um fim melancólico e chegando ao final da picada da vida política.

No mínimo, vão continuar como oposição aos governos, o que fazem como ninguém. Como oposição são contra tudo e contra todos. Mestres em desqualificar os adversários, se esses mesmos adversários não têm defeitos eles arranjam qualquer um. Levam consigo os ideais e ranços nojentos do famigerado PT e de seus asseclas no Brasil, cuja bandeira que defendem é vermelha.

Eu conheço petistas que cultuam a fotografia de Che Guevara na parede da sala de seus lares como seu ídolo e herói. Só faltam genuflectir ao passar em frente a esse tirano. Chê Guevara na Bolívia já está fazendo milagres, virou “São Chê”. Talvez, nunca leram a biografia dele. Para mim foi a pior cria que uma mulher já pariu na América do Sul.

Em nosso país encheram os bolsos de dinheiro das supostas vítimas do regime militar, dinheiro retirado da garganta de um povo já sofrido por uma carga intolerável de impostos para recompensar as injustiças sofridas pelos guerrilheiros do Araguaia, onde tentaram instalar o seu QG para através da luta armada implantar o regime bolivariano em nosso país, acrescidos de polpudas pensões. E deu no que deu: cofres vazios, inflação trotando para o iminente galope em 2016, Mensalão, Petrolão, Lava-Jato, Sarti-Agarra, Zelotes e tantos outros títulos de operações que deixo de citar por falta de espaço.

Todos os crimes desse Governo que acreditava que tudo ficaria escondido, camuflado, foram surpreendidos por um brasileiro que se especializou nos Estados Unidos no processo de delação premiada – Dr. Sérgio Moro, orgulho de nossa nação.

O ponto positivo de tudo isso foi o crescimento da autoridade institucional do Poder Judiciário no Brasil que aplaudimos de pé.

A criação da Comissão da Verdade teve muitas falhas. Deveria ser um ato muito valoroso se investigasse os dois lados: perseguidores e perseguidos. A verdade nunca está de um só lado. De um lado só serão apuradas meias verdades. A verdade geralmente sempre está no meio de duas verdades em contenda. Entretanto, não foi assim. Só apuraram os erros dos militares esquecendo-se de que numa luta sempre haverá vencedores e vencidos. Será que só existiam “santinhos” entre os vencidos?

O fato é que quando em 1979 o Presidente João Figueiredo promulgou a Lei da Anistia restou ao Estado Brasileiro a culpa de tanta violência, tortura e tantas mortes de seus próprios filhos. Os militares cumpriam as ordens do Estado e desejamos que siga glorioso como sempre foram na defesa de nossa Pátria.

Com a palavra o meu leitor…

Comparo um comunista e um petista, quando falam em democracia como a um grupo de leões que se juntaram a um grupo de hienas de garras e dentes afiados reunindo a bicharada da floresta e tomando a palavra diz aos inocentes animais:

“Que doravante vão se transformar em vegetarianos; que todos os bichos da floresta podem ficar tranquilos e felizes, pois eles, os leões, as hienas e outros carnívoros só vão alimentar-se de capim e de folhas do mato doravante”. E para finalizar seu discurso dá um sarcástico urro mostrando à bicharada os afiadíssimos dentes caninos que cresceram para rasgar carnes.

Se você acredita num comunista falando em democracia, você tem que repensar seus conceitos, pois eu não acredito por que “o tatu nunca esquece o buraco” e “um gambá sempre cheira o outro” e acha muito perfumado. Veja que se um desses bolivarianistas como Fidel e outros tiveram um “piriri” logo serão visitados pelos outros gambás. Veja o que Maduro fez com o seu adversário político na Venezuela. Eles são antirreligiosos e nos seus governos a religião é descartada e só o governo tem dinheiro. O resto é o resto, o povo que se dane. Esse fato é mostrado nas prateleiras dos supermercados desses países. Veja que tudo o que a nossa presidente disse e garantiu ao povo durante a campanha está sendo feito tudo ao contrário.

Quando em 1964 as tropas do Exército saíram às ruas para derrubar o governo de João Goulart, Dilma Rousseff era uma estudante de 16 anos, que já estava preocupando com a política, mas já era fascinada com o socialismo. Aécio Neves era um menino de 4 anos que gostava de brincar sentado no colo do avô, o Deputado Tancredo Neves; Eduardo Campos, nem tinha nascido ainda, mas lembrava muito bem das histórias de seu avô Miguel Arraes, do dia em fora preso e levado pelos militares. Ninguém falava em Lula até então.

Fico muito triste e apreensivo quando vejo uma Avenida Paulista toda pintada de vermelho com bandeiras dos movimentos petistas (Sem Terra, Sem Teto, CUT, e sem mais não sei o que), ou quando com bandeiras comunistas cortam cercas das propriedades rurais num flagrante desacato à nossa Constituição.

Fico muito triste e até revoltado, quando vejo um Pedro Stédile sentado confortavelmente no Senado Federal como convidado especial do PT fazendo palestras. Onde estamos e para onde vamos meu Deus?

Se grande parte dos políticos de hoje fossem do quilate de um Getúlio Vargas, poucos deles ficariam vivos. Do que está sendo descoberto de escândalos de corrupção no âmbito governamental iria aumentar e muito as estatísticas de suicídios em Brasília se homens como Getúlio Vargas, Ulisses Guimarães, Petronio Portela, Jânio Quadros ainda militassem na política brasileira atual. Haja funeral!

Em 1953 Getúlio Vargas com a mão direita estendida e enlameada de petróleo ao lado de Assis Chateaubriand na Rede Tupi mostrava ao povo a criação da Petrobrás, com o slogan que dizia: “O Petróleo é nosso”! Ele mostrava ao povo que nosso futuro estava garantido com a riqueza que o petróleo traria ao Brasil.

E quando o PT assumiu o poder para a desgraça da Nação, levou esse slogan muito a sério… E deu no que deu:

“A Crise é Nossa”!

J.B. Louro é escritor e palestrante. Compartilha ideias, histórias e reflexões que despertam propósito e transformam vidas através da leitura e da fala.

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